É Outono

De há uns anos para cá  o Outono já não é aquela coisa de dias lindos, tranquilos, com uma luz tépida e suave mas ainda luminosos, a encurtarem progressivamente até ao dia da machadada final: esse horror da mudança da hora que algum pérfido ser inventou e que nunca  me conseguirão enfiar na cabeça que é para poupar energia. 
O Outono é apenas, quando a Sidónio Pais fica cheia destas castanhas selvagens, ou de jardim, que não servem para comer, mas - dizem os entendidos - afugentam as traças e se devem pôr no roupeiro.
Não sei se é verdade ou não, mas são lindas, gordas, brilhantes, e têm uma cor quente que não se consegue imitar. Apanhá-las é um vício irresistível e, enquanto o faço, sinto aquele regozijo de que mais um ano passou e tudo se repete sem mudanças. Porque será que - gostando eu tanto de mudar, de viajar, de fugir ao tédio dos dias sempre iguais - gosto tanto destas coisas rotineiras? 




Ironing

Pessoas a trabalhar são os melhores modelos do mundo! Esta é a Bela, em dia de passar a ferro!
(ainda sem scanner . GRHHHH!!!)

E é no Porto que começa a viagem. Ou não?

Muitos são os caminhos de Santiago: o Francês. o da Costa, o Português, o Espanhol...
Este começa no Porto e vai andando sempre pela costa, até Caminha, depois Baiona, Vigo e por aí fora. É um caminho pequeno, mas uma verdadeira viagem. 
A minha começou num mail. Depois passou para um mapa e só depois se iniciou, literalmente.
 Como sempre, tive o frenesim da viagem, aquela excitação que talvez nasça do  trocar o previsível pelo desconhecido, da antecipação do  prazer de ver e descobrir  coisas novas. 
Raramente penso nisto mas, afinal, o que é uma viagem? Onde começa? Como nos transforma?
E o que distingue uma viagem duma peregrinação? 
Que espécie de viajante é o peregrino - que espero encontrar tantas vezes nos próximos dias?





  

Compostela Ilustrada


Mais informações em http://www.compostelailustrada.com/

Uma aventura a caminho de Compostela Ilustrada









Há uns meses recebi um email de uma editora espanhola, a convidar-me para participar num projecto cuja intenção  subjacente seria dar visibilidade às mulheres no mundo da ilustração, e que consistia naquilo que, na minha cabeça imedatamente se desenhou como sendo uma aventura fantástica: integrar um grupo de quatro desenhadoras, que iriam percorrer e desenhar o caminho da costa entre o Porto e Santiago de Compostela. Esses desenhos dariam corpo a um livro a apresentar na 2ª Edição do Compostela Ilustrada, a acontecer em Novembro. 
Quando soube quem eram as outras três  convidadas  vacilei, como certamente compreendem: a Fernanda Lamelas, que dispensa apresentação, a Isabel Seidell e a  Blanca Escrigas  Ui...
Não resisti a investigar como o meu nome tinha surgido. Obrigada Ana Luísa Frazão! 
Ainda bem que me enchi de coragem e aceitei o desafio, porque foi uma experiência única.
 E agora, vamos a Santiago?

Vou pondo aqui algunsdos desenhos que fiz.Por hoje, ficam estes...


Mecanismos que não percebo, não servem para o Desafio dos USkP

Quando vi o desenho que o  Henrique fez da sua impressora, tinha ao meu lado um tinteiro HP vazio, para levar para a reciclagem. Tentei desenhá-lo, perceber como funciona, mas em vão...  
Assim não vale, pois não? :)


                                                         ...ainda com o scanner avariado:(

(a )Riscar o Património 2017

Este ano o (a)Riscar o Património de Lisboa, foi no Museu do Traje e nos seus belíssimos jardins. Primeiro quis apanhar aquele abuso de árvores, verdes e cores de Outono.
Depois não resisti a desenhar algumas sketchers. "Três princesas para um sapo" Quem serão ??:))

A Rosário e os gatos ( e vivam as 6ªs feiras )!


Gulbenkian, mais uma vez


Bairro do PRODAC*, Lisboa Oriental



Não é bonito, nem corresponde (na minha opinião), à bucólica descrição de "um conjunto de casas no meio do arvoredo, que se assemelha a uma pequena aldeia no meio da cidade"  do site da Junta de Freguesia de Marvila. Mas tem  uma intensidade muito própria e o encanto irrresistível duma população envelhecida que vive em estreita comunhão e convivência.Cada casa é uma vida, cada janela é uma história. Escolhi  este beco, com "O sonho de Laurinda e Filipe", mas a minha maior atenção foi para a senhora que, num vai vem incansável, estendia a roupa no estendal.É tão bom desenhar pessoas e ir construindo e fantasiando a sua história...
Senti-me aqui muito bem, todos foram  super simpáticos e apetecia-me ter ficado todo o dia por ali. Gostava de lá voltar!
*Associação de Produtividade na Auto Construção


Teatro Ibérico, lisboa Oriental

Estes desenhos tiveram todos os ingredientes : amigas, tempo, cadeiras, conversa sombra, boa disposição e vinte e poucos graus de temperatura. Se ficaram mal, não há desculpa possível:))

Enquanto a Sofia acabava o dela, desenhei o resto da rua, rapida e despreocupadamente. Foi uma tarde muito boa!


Cerealis-Lisboa Oriental


Antiga fábrica da Tabaqueira- desafio Lisboa Oriental



De novo em Galway, à porta do Tig Coili, o pub mais animado de sempre




Mayo

É incrível como andando 50 km a paisagem pode mudar tanto... Aqui a vista da nossa casa em Mayo, um "country side" muito muito bonito



Achill Island

A caminho de mais uma ilha, uma página de desenhos feitos no carro, em andamento, como gosto de fazer
 Depois, um desenho do que é uma praia do norte, tão diferente dos nossos Alagarves

Clare Island

Adoro andar de barco. Não podia acabar estas férias sem uma viagem por estes mares. Escolhemos a ilha de Clare, contrariando por uma vez na vida o Guide du Routard, que não era muito animador. Foi o meu dia preferido: a  ilha é linda, tem uma praia que parece tropical, os mais corajosos tomaram banho, fizemos belíssimos passeios a pé e desenhei, desenhei, desenhei..., 




Louisbourg

Na casa de Louisbourg era impossível não desenhar a vista, que  mais irlandesa não podia ser: sol, chuva, verde e ovelhas!

 Perante o ar de tédio do Vasco, os nerds do Game of Thrones (Luís e Pedro) viam o último episódio ao vento e ao frio, no único sítio com net