10 minutes sketch

Ando com saudades de desenhos assim: muito rápidos e saia o que sair!Sem preocupações! Este foi na esplanada onde vou beber café nas pausas do consultório. É na Sidómio Pais, esquina com a Fontes Pereira de Melo.

Mix

Às vezes gosto deste exercício: uma parte do desenho é real, é feita à vista, na rua, num verdadeiro urbansketching. Depois apetece-me inventar, compôr, imaginar, fazer outra coisa. Qual será a senhora real?

Na Catedral, sob as dicas de Lapin

No workshop do Lapin, durante a Compostela Ilustrada, a proposta era fazer um desenho por planos, que deviam ser separados por cores, tons, ou qualquer outra coisa. Escolhi tons frios para o primeiro plano, quentes para o segundo. E as pessoas, com um registo diferente.

TAU

A descrição do João Santos é certeira. Olhar à volta, escolher a presa e tau, desenhá-la. Por vezes, no fim, gosto de ir mostrar. Mas só quando há tempo,  quando as pessoas têm  um ar simpático, ou quando são  velhotes ávidos de dois dedos de atenção. Noutras vezes, como neste desenho, nada disso acontece. 
12 minutos é o tempo de secagem das máquinas das lavandarias. 
12 minutos para fazer um desenho, com o supremo desafio de que a pessoa não se aperceba de que está a ser desenhada. Todos sabemos os truques: toca de semicerrar os olhos, olhar atentamente para o que está em redor, fingir um genuíno interesse, neste caso, pelas máquinas de lavar. 
Ah, mas, em tão pouco tempo o desenho  não vai ficar bem! Paciência, faz-se na mesma!
E é assim, desenho a desenho, página a página, que guardamos a vida das cidades nos nossos cadernos que, talvez um dia,  venham a ser  testemunhos reais dos hábitos e dos costumes da nossa sociedade.
Não é um desafio incrível?



Ruas, objectos, museus... um bocadinho de tudo

Gosto muito de desenhar, mas sou muito trapalhona. Às vezes faço um esforço, tento melhorar a composição, procuro desenhar melhor as letras ...Na verdade, não sei se vale a pena mas pelo menos sabe muito bem tentar!


Catedral - Pormenores irresistíveis





Hospedaria San Martin Pinário

Ao fim da tarde, o hotel vai-se enchendo de peregrinos que vão chegando, mais ou menos cansados

Desenhando a Real Filarmónica da Galícia

Santiago Rios  é um engenheiro de minas que gosta de desenhar ao vivo, nos concertos a que assiste. No seu Workshop da Compostela Ilustrada,  propôs que desenhássemos o ensaio geral  Filarmónica da Galicia da Carmen, com projecção simultanea da "Carmen" de Cecil B.deMille e da "Paródia de Carmen" de Chaplin. Foi um desafio difícil, não tanto por não haver luz, ou por os músicos estarem longe, ou serem muitos,  mas porque foi  uma experiência  verdadeiramente emocionante  e tão bela que, se  apetecia muito registar, apetecia tanto ou mais disfrutar, sem ter que gerir os pinceis, as canetas, aguarelas ou, melhor dizendo,  para  a tralha toda!




:D ...:D...:D TV Galicia !

Fins de tarde no Café Bistro

Adoro grandes cafés em madeira, aconchegantes e, em Espanha, sempre muito barulhentos...

Ivan e Koto, um casal que assim que nos viu a desenhar, mostrou também os seus desenhos pois, afinal, também eles eram participantes no Compostela Ilustrada

Andando pelas ruas

Sentadinha a beber una caña com a Fernanda e com a Ana Luisa Frazão e o seu marido...

 Ou a ver a noite  cair na Plaza Quintana...

...tudo é um bom pretexo para desenhar!









Las cubiertas de la Catedral

No sábado de manhã, no âmbito da Compostela Ilustrada, tive a sorte de orientar um Workshop nos telhados da Catedral de Santiago de Compostela. Fiz alguns desenhos durante uma primeira visita guiada  num dia anterior, que tive que aguarelar mais tarde pois não era permitido afastar-me do grupo de visitantes. O último, fiz no  próprio sábado, em conjunto com os simpáticos desenhadores que se inscreveram no meu grupo. 
Posso dizer, com toda a certeza, que foi uma experiência verdadeiramente inesquecível!



São Pedro de Moel

Eu e a Sofia saimos no sábado ainda de madrugada. Depois de um dia a desenhar nalgumas estradas do centro do país chegámos, já quase noite, a São Pedro de Moel. O ameno e colorido pôr do sol contrastava com o negro a que se resume agora o pinhal de Leiria. Não resistimos. Em silêncio, desoladas, cada uma de nós  atirou-se furiosamente ao seu caderno.



NÃO VAMOS ESQUECER

Senti-me desolada, inconformada, triste e revoltada com o modo como os incêndios deixaram o nosso país. Mas senti-me acima de tudo impotente. E irritada porque, se a memória não me atraiçoa, sei que nos esquecemos todos muito rapidamente destas coisas, porque não estamos lá. Basta outro tema ser posto em palco e zás, esquecemo-nos!
E foi assim que me pus a caminho. "Mas o que vais fazer com isso?" perguntavam-me. Não sei, mas alguma coisa tenho que fazer".
Lembrei-me então que se algum jornal ou revista publicasse os meus desenhos sobre incêndios durante um longo período de tempo, isso poderia  ajudar  alguém a não esquecer.
E muito melhor seria se  todos, de norte a sul,  fizessem um desenho in loco sobre um incêndio, um rescaldo, uma aldeia, uma vítima ou uma comunidade atingida e se todos eles fossem publicados. Juntos seriamos mais fortes.
O Público online aceitou publicar os nossos desenhos, um a um, durante tanto tempo quanto possível.

Porque é sério, porque é grave, desta vez  NÃO VAMOS ESQUECER!


Entre o Porto e Caminha

Póvoa do Varzim
Leça da Palmeira


Vila do Conde



É Outono

De há uns anos para cá  o Outono já não é aquela coisa de dias lindos, tranquilos, com uma luz tépida e suave mas ainda luminosos, a encurtarem progressivamente até ao dia da machadada final: esse horror da mudança da hora que algum pérfido ser inventou e que nunca  me conseguirão enfiar na cabeça que é para poupar energia. 
O Outono é apenas, quando a Sidónio Pais fica cheia destas castanhas selvagens, ou de jardim, que não servem para comer, mas - dizem os entendidos - afugentam as traças e se devem pôr no roupeiro.
Não sei se é verdade ou não, mas são lindas, gordas, brilhantes, e têm uma cor quente que não se consegue imitar. Apanhá-las é um vício irresistível e, enquanto o faço, sinto aquele regozijo de que mais um ano passou e tudo se repete sem mudanças. Porque será que - gostando eu tanto de mudar, de viajar, de fugir ao tédio dos dias sempre iguais - gosto tanto destas coisas rotineiras? 




Ironing

Pessoas a trabalhar são os melhores modelos do mundo! Esta é a Bela, em dia de passar a ferro!
(ainda sem scanner . GRHHHH!!!)

E é no Porto que começa a viagem. Ou não?

Muitos são os caminhos de Santiago: o Francês. o da Costa, o Português, o Espanhol...
Este começa no Porto e vai andando sempre pela costa, até Caminha, depois Baiona, Vigo e por aí fora. É um caminho pequeno, mas uma verdadeira viagem. 
A minha começou num mail. Depois passou para um mapa e só depois se iniciou, literalmente.
 Como sempre, tive o frenesim da viagem, aquela excitação que talvez nasça do  trocar o previsível pelo desconhecido, da antecipação do  prazer de ver e descobrir  coisas novas. 
Raramente penso nisto mas, afinal, o que é uma viagem? Onde começa? Como nos transforma?
E o que distingue uma viagem duma peregrinação? 
Que espécie de viajante é o peregrino - que espero encontrar tantas vezes nos próximos dias?





  

Compostela Ilustrada


Mais informações em http://www.compostelailustrada.com/

Uma aventura a caminho de Compostela Ilustrada









Há uns meses recebi um email de uma editora espanhola, a convidar-me para participar num projecto cuja intenção  subjacente seria dar visibilidade às mulheres no mundo da ilustração, e que consistia naquilo que, na minha cabeça imedatamente se desenhou como sendo uma aventura fantástica: integrar um grupo de quatro desenhadoras, que iriam percorrer e desenhar o caminho da costa entre o Porto e Santiago de Compostela. Esses desenhos dariam corpo a um livro a apresentar na 2ª Edição do Compostela Ilustrada, a acontecer em Novembro. 
Quando soube quem eram as outras três  convidadas  vacilei, como certamente compreendem: a Fernanda Lamelas, que dispensa apresentação, a Isabel Seidell e a  Blanca Escrigas  Ui...
Não resisti a investigar como o meu nome tinha surgido. Obrigada Ana Luísa Frazão! 
Ainda bem que me enchi de coragem e aceitei o desafio, porque foi uma experiência única.
 E agora, vamos a Santiago?

Vou pondo aqui algunsdos desenhos que fiz.Por hoje, ficam estes...


Mecanismos que não percebo, não servem para o Desafio dos USkP

Quando vi o desenho que o  Henrique fez da sua impressora, tinha ao meu lado um tinteiro HP vazio, para levar para a reciclagem. Tentei desenhá-lo, perceber como funciona, mas em vão...  
Assim não vale, pois não? :)


                                                         ...ainda com o scanner avariado:(