ser pastora por um dia

Na festa da Transumância, em Seia, permitem que se acompanhe os pastores e as suas ovelhas na subida à Serra da Estrela, onde eles  permanecerão até quase ao fim  do Verão.
É uma experiência única, pela sua autenticidade, que nos mostra vidas e realidades tão distantes das nossas e  é como um mergulho nas práticas ancestrais que estes pastores conseguem manter tão vivas e enraizadas ainda nos dias de hoje.
Nas primeiras horas, de manhã cedo, um nevoeiro intenso abateu-se sobre a encosta  e tudo era tão bucólico que parecia irreal - coisa que os meus pobres desenhos, (não só por serem feitos em andamento), nunca conseguiriam captar




 Pena é que todo o percurso, sem excepção, seja acompanhado de árvores e arbustros queimados que  nos  evocam realidades tão tristes



E se esta festa é,  acima de  tudo, uma homenagem aos pastores - que se apresentam impecáveis nos seus trajes de burel, e exibem com orgulho os seus rebanhos, de centenas de animais que muitas vezes dispersam e que  os cães ajudam a juntar - também eu os quis então homenagear no meu caderno!


Meti conversa com o Sr.João. Traz 280 ovelhas dele, e outras  100 que são de um primo. Voltou de Moçambique a seguir ao 25 de Abril e teve que se dedicar a isto. Um dos seus filho - o que vai lá à frente e o único a nascer cá - ajuda-o. Hoje não vai ficar na Serra. Vai lá levá-las mas volta para Seia, que jã não tem idade para isso


A meio caminho, na Póvoa Velha, houve um pqueno almoço na rua, só com produtos locais, acompanhado de uma banda de música tradicional

À hora de almoço, ao pé da Ermida da Sra do Espigueiro, foi montada uma tenda, onde pastores e curiosos se cruzaram a almoçar, 

E a seguir ao almoço, num pasto plano e verdinho, o rebanho descansou,




Depois foi ir a pé até ao Sabugueiro, por caminhos altaneiros e lindos, debaixo duma chuvinha que impediu qualquer desenho.
Obrigada à Camara de Seia. 
E obrigado aos pastores e à sua transumância sem a qual não teriamos queijinhos tão bons nas nossas casas:)