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11 de Agosto, Bláa Lónid (Lagoa Azul)




A Lagoa Azul é uma experiência surreal.

Sim, é superturística!
Sim, tem muita gente!
E sim, é muito cara!
Mas em que outro sítio do mundo se encontra a sensação de estar a flutuar num manto leitoso turqueza esbranquiçado, que não é água, nem terra, nem ar, e onde as pessoas -de todas as cores e raças- se movem deslizando suavemente, sempre com uma expressão de incrédula felicidade, expressa nas mais diversas línguas mas sempre acompanhada de discretas e genuínas exclamações de prazer?
Em que outro sítio do mundo, e porque espalham na cara lamas e algas brancas cinzentas e esverdeadas com supostos estéticos poderes mágicos, as pessoas pairam sem pressa como fantasmas bem dispostos?

Imagino que uma encenação do céu, coreografada pela Pina Baush,  seria algo muito próximo...


 Nota: 
A água  vem duma profundidade de 1800 m, a temperaturas muito elevadas e, 
depois de arrefecida numa central geotérmica (cujo vapor se vê sempre em fundo), 
vai para a lagoa. É a sua riqueza em sílica e outros minerias que lhe dá a cor azulada.


11 de Agosto, Selfoss, Pinglevire

    Novo caderno (!!!), nova contextualização na 1ª página


Em Pinglevir, a passear dentro da falha entre 2 placas tectónicas - a Euroasiática e a Norte-americana - que se afastam 5mm por ano, o que é um pouco assutador. Ao lado, a cascata Oxarárfoss.






10 de Agosto,Selfoss. Zona Geotérmica de Hengil; Gulffoss e Geysirs

Sobre a  Zona Geotérmica de Hengil, vem no guia de caminhadas, que  "el caminho a la zona de baños  (3h), pasa junto por delante de las fuentes termales". E assim é: uma subida pela montanha repleta de espessas fumarolas e no cimo de tudo, finalmente, a recompensa de um rio de água quentinha.



Depois, Gulfoss, uma imensa cascata onde uma verdadeira massa de água cai abruptamente  em duas etapas, ao longo de um estreito e profundo canyon




Por fim, a famosa  zona de Geysirs. O maior, Strokkur, liberta um jacto de água a ferver que atinge em média vinte metros de altura (mas pode chegar a mais de quarenta). Depois, a água entra novamente na cratera, que recomeça a encher e, quando cheia, forma uma bolha que explode em nova erupção, o que acontece a  cada quatro a oito minutos. 






À sua volta, fotógrafos preparam as máquina e esperam com nervosismo que o próximo jacto seja maior e mais demorado que o anterior.
 No desenho,  não resisti a ir acumulando várias posições, por vezes da mesmo turista ou do mesmo fotógrafo, o que deu a sensação de que havia imensa gente e não é verdade.




E, finalmente, casa!






9 de Agosto, de Holmavík para Selfoss


 Uns vão ao Museu das Bruxas, outros ficam a dormir, outros "nerdam" e outros (a) desenham ;-)

  A casa de Holmavík, que só tive tempo de desenhar por dentro:





A Islândia é também um paraíso de mirtilhos e outros frutos silvestres!E sempre nos supermercados Bónus :-)!