Viva o Circo!

Finalmente o Grande Circo Místico vai estrear! E vai a Cannes!
Aqui fica  o cartaz que desenhei com tanto gosto e que agora, com o selo "Official Selection", me faz  sentir ainda  mais orgulhosa. Obrigada Cacá!


Ao vivo e a cores"- uma Oficina em Abrantes


Ao vivo e a cores foi o nome da minha oficina nos Cadernos de Viagem de Abrantes


Choveu copiosamente toda a manhã, as cores eram muito cinzentas, e não havia na rua ninguem para dar aos nossos desenhos o ar vivo que eu propunha!
Mas os sketchers não desistem e, entre o Mercado, o Café Chave d' Ouro e uma boa molha, acabámos por nos divertir!
  À noite, de fugida, ainda fiz um desenhito no bar do Hotel
Foi uma bela experiência. Obrigado à Camara de Abrantes, à Biblioteca e a quem se lembrou de me propôr!
E, claro está, obrigada aos participantes:)

Chuva e sono no aeroporto de Barcelona

Quem é rico, vai direto! Quem não é, faz escalas e...desenha:)


Último jantar em Chinatown

Nas grandes cidades anda-se sem parar, de manhã à noite. Ao fim dum dia de 12/13 km, só mesmo um desenho muito, muito rápido, deste sítio caótico e frenético onde "caí" para jantar em Chinatown! É um daqueles restaurantes de sopas wonton e dim-sum, muito baratos (haja alguma coisa barata !), cheio de empregados chineses que não falam inglês!

Rapariga num café




Irresistível!


Washington Square

Um dos melhores lugares para acabar o dia, descansar um bocadinho e ver...muita coisa a acontecer!


Museus, museus, museus...quero voltar:)

METROPOLITAN: a entrada, cá fora, e a incrível sala que dá para o Central Park.


 E o GUGGENHEIM que desisti de desenhar antes sequer de ter começado! Impossivel :))



Brooklyn

Desta vez resolvemos explorar Brooklin. É outra cidade e , sem dúvida, uma agradável surpresa. Não admira que muita gente esteja a ir viver para lá!


Museu de História Natural

Neste   maravilhoso e infindável mundo atrevi-me a  fazer alguns desenhos que partilho convosco, nas três   majestosas salas que para mim têm  maior magia : a dos Mamíferos Africanos, a da Vida nos Oceanos, e a dos Dinossauros Saurísquios.



Passover - uma Páscoa diferente (II)

Os nossos amigos de Nova Iorque são Judeus.  Na Páscoa, comemoram o Passover, que celebra a  fuga  do povo judeu do Egipto.
Pessach é uma palavra hebraica que significa passar além, tanto no sentido geografico como, metafóricamente, passar além da escravidão, para a  liberdade.
Durante as festividades  do Pessach, um jantar especial de comemoração  reúne toda a família ao redor da mesa, onde se fazem uma série de rituais. Desta vez, os nossos amigos fizeram-no connosco, o que nos deixou contentes e muito honrados.
Leram salmos, cantaram, explicaram-nos o significado dos rituais, em particular da partilha de pão ázimo. A  história do "êxodo do Egito" relata que os israelitas, durante a fuga apressada do cativeiro, assaram o pão sem esperar que a massa crescesse. Essa ausência do fermento tornou-se então um ritual e assim, durante estas comemorações um dos preceitos é não consumir alimentos que contenham fermento. A nossa refeição começou assim com uma partilha onde o "pão ázimo" ou "Matsá".
Foi uma noite fantástica. Obrigada Ellen e Josh!

Uma Páscoa diferente

No domingo de Páscoa, passei a manhã numa missa Gospel em Harlem.
A igreja, muito pequena, não deixou que passássemos incógnitos. É muito difícil descrever o ambiente pois tudo - alegria,  devoção, comunhão, hospitalidade - é tão excessivo, que é  impossível encontrar palavras certas.
 Gostava muito que estes desenhos, que fiz quase compulsivamente, trouxessem  consigo um pouco de tudo isso.





Postalitos de Nova Iorque

Aqui deixo alguns dos desenhos que fiz agora, durante as férias de Páscoa, numa viagem em família a Nova Iorque:

Bagels- uma invenção gastronómica deliciosa e muito pouco saudável, a incluir na rubrica "Só porque são férias"

Em Brooklyn, por baixo da mítica e cinéfila ponte de Manhattan

Durante um descanso obrigatório em Central Park


Na agitada, confusa e colorida Chinatown


Aeroporto de Heathrow

As viagens começam bem antes dos aeroportos, mas muitos cadernos começam neles, pois quase sempre  é preciso "fazer tempo".

Karine

A Karine foi convidada a desenhar num diário gráfico tudo o que possa ilustrar o dia a dia da Unidade de Transplante de Medula, onde desde há muito a podemos ver todos os dias. O objectivo é expor esse caderno no  Congresso Internacional de Transplante da Medula que pela primeira vez se vai realizar em Lisboa.
Ela desenhou os balões de soro ( que se podem ver  AQUI NO DESENHARCONTIGO ) e eu desenhei-a a ela. Estivemos nisto uma boa parte da manhã. Ou em silêncio, ou a conversar tranquilamente.  Força Karine! Dá-lhe nesses desenhos :))

CUF

Uma manhã na Cuf à espera da minha mãe.
Primeiro, no café...
Depois, na sala de espera
...onde apareceu um Prof de Economia do Luís:))


Na Expo, com o João Catarino

Saio dos workshops do João Catarino sempre com o mesmo sentimento de frustração e irritação comigo própria. Mas sei que vou voltar, sempre. Persistência, teimosia, esperança...tudo se mistura. Antes que atire estes desenhos para o lixo, vêm aqui dar uma volta, para aprenderem a ter vergonha :) Eu tenho!



Fim de semana em Montemor




Jardim do Torel



Do fim para o princípio

Faço sempre a mesma asneira: há desenhos que começo a fazer nas últimas páginas do caderno - como estes - e depois até me esqueço que os fiz. O mais estúpido é que nem eu sei qual é o criterio . ...São desenhos mais pessoais, que prefiro que as pessoas não vejam? Nao.
...São desenhos mais rápidos, que resultam só um esboço? Não.
...São experiências de materiais? Não.
Se calhar tem unicamaente a ver com a disposição no momento , com a confiança na minha capacidade para agarrar as coisas que me proponho e com o grau de contentamento com os meus desenhos.
 "Ah, isto vai ficar uma porcaria...é melhor fazer aqui no finzinho."
Pois, acho que é isso!
Estes dois estavam no dito finzinho: um  feito na entrada do Musée des Artes, outro na Place Royale.





Tradições

O Alain é um homem grande. É muito alto, tem engordado com a idade e, com o seu imenso sobretudo, é uma figura imponente, Sendo um arquitecto com funções muito importantes na recuperação da Ilha de Nantes, é diversas vezes cumprimentado - Bonjour Mr. Bertraind - enquanto passeamos pela cidade ou vamos ao mercado comprar ostras. À noite , porém, estendido na sua chaise- longue e em pantufas, perde monumentalidade. A Annie é a sua mulher. É muito magra, loura e  tem olhos claros. Tem uns extraordinários óculos pretos hexagonais (que usa na maior parte das vezes na cabeça) e é tão simpática quanto ele. Tal como fazia a minha avó ao meu avô, não o deixa comer disparates, vigia-lhe a grossura das fatias de queijo e lança-lhe olhares fulminantes quando ele quer repetir. Só compra produtos Bio e cozinha as suas próprias barrinhas de sem glúten.
À noite, depois de jantar, ficamos  na sala e a beber chá e a conversar e ...a desenhar! Como são maravilhosos os fins de semana em Nantes.